TODA HISTÓRIA TEM UM COMEÇO...

Criei esse blog com o intuito de contar um pouco da minha história e um meio de desabafar anonimamente também.  Vou começar do começo hahaha e lá vai...

Sabe qual o problema de você tentar se aproximar de alguém que não ta nem aí pra você? A pessoa te julga sem ao mínimo te conhecer, e com esse julgamento precipitado, a pessoa te fere, e dói, dói muito, ainda mais quando é um julgamento de alguém que deveria te conhecer melhor que ninguém, seu próprio pai. Por anos tentei uma aproximação, tentei demonstrar que precisava dele na minha vida, que sentia falta, o que ganhei em troca sempre foram palavras duras, ríspidas, arrogância e falta de sentimento. Comecemos pela minha historia (a qual só sei por boatos, não sei qual realmente é a verdade, mas contarei o que acredito desacreditando que seja) de vida desde quando ainda era um feto dentro do ventre da minha mãe. Minha mãe sempre foi uma bela mulher, aos seus 18 anos, foi a uma entrevista de emprego, conheceu o suposto chefe, tiveram um relacionamento de uma noite, deslize de ambas as partes, pois o meu pai era, e ainda é casado. Minha mãe engravidou, foram os piores 9 meses de vida dela, com um pai autoritário, duro, sistemático e a moda antiga, ela sofreu muito, primeiro por ser tão nova, somente 18 anos, depois por não estar casada, e por fim, por ser mãe de uma filha de um homem casado, o qual não assumiu seu erro e não arcou com as conseqüências de tal deslize. Ou seja, sofreu preconceito, humilhação, chorou muito, passou momentos indescritíveis, minha avó sempre ao seu lado, chorando cada lagrima e sofrendo cada milésimo de segundo daqueles 9 meses, nunca a abandonou, meu avô, bem, não a abandonou, mas sentiu que teve sua honra ferida, e já se pode imaginar quão duro foi para minha mãe, e para mim, que ainda era um feto dentro do ventre dela, além de tudo, meu pai, aquele casado, que engravidou a minha mãe, bem, ele não me assumiu, não me registrou, me escondeu de todos, inclusive da sua esposa, pois era uma traição, e ele provavelmente não era um homem maduro a fim de arcar com os seus erros e assumir os riscos, o que pra mim é covardia, mas tudo bem, cada um age da maneira que acha que deve agir, fui registrada somente no nome da minha mãe.  E por anos carreguei essa culpa. A culpa de ferir a honra do meu avô, ao ter uma neta filha de mãe solteira; a culpa de estragar a juventude da minha mãe; a culpa de não ter sido planejada, e a pior e a mais dolorosa culpa, a de não ter um pai.